| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | |||
| 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 |
| 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 |
| 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 |
| 26 | 27 | 28 | 29 | 30 |
A idéia de posse é a tônica da maioria das relações estáveis. A fidelidade está no sentimento recíproco que nutrem e nas razões que sustentam a própria vida a dois. O problema é que, quando duas pessoas iniciam um namoro ou se casam, defendem a idéia de que quem ama deve contar tudo para o outro. Casamento não é confessionário, por que contar tudo então ?
Quando tudo é conhecido, se não existe nada no parceiro que não se saiba, não há surpresa, não há nenhuma novidade, não há descoberta. O que existe, como conseqüência natural dessa vida tão sem emoção, é um profundo desinteresse. É assim com a maioria dos casais. Optam pela monotonia e pelo tédio porque não suportam as surpresas de uma vida sem garantias preestabelecidas. Isso não passa de uma ilusão. Desde quando existe alguma garantia, de qualquer espécie, na existência humana?
De uma maneira geral, numa relação estável as cobranças de fidelidade são constantes e é natural sua aceitação. O medo de ficar sozinho é tanto, que é difícil encontrar quem reivindique privacidade e tenha maturidade emocional para saber que, se tiver um episódio extraconjugal, isso não diz respeito ao parceiro. A única coisa que importa numa relação é a própria relação, os dois estarem juntos porque gostam da companhia um do outro e experimentam o prazer e ponto final.
Extraído / modificado do texto de Regina N. Lins
Acho que vale a pena pensar sobre o assunto...
Tina